O Sabá das Bruxas — Círculo de Estudos Selvagens é uma jornada de formação crítica dedicada a desvendar os mecanismos históricos, políticos e teológicos que moldaram o controle sobre o corpo, a autonomia e os saberes das mulheres.
O Circulo opera através de aulas mensais ao vivo, onde as obras literárias e historiográficas servem como acervo e alicerce teórico
para discussões sobre os temas abordados.
Ao longo de cada ciclo, cada um com duração de 7 encontros, nos debruçamos sobre temas que atravessam o feminino numa abordagem histórica, simbólica e sociocultural.
No 1º ciclo, iniciado em outubro de 2026, investigaremos desde a institucionalização da caça às bruxas na Europa e o desmantelamento das espiritualidades ancestrais até as feitiçarias no Brasil Colonial, a perseguição de corpos marginalizados e a desconstrução decolonial do próprio conceito de gênero, magia e ancestralidade.
Um espaço de encontro, debate e resgate para quem busca refletir sobre os temas que contornam as mulheres na história através do pensamento crítico, multidisciplinar e da práxis latino-americana.

CRONOGRAMA DO 1º CICLO
26/Out (Mês das Bruxas) — AULA 1: A Construção do Inimigo e a Doutrina da Perseguição
Como se estrutura o pânico moral que deriva a caça às bruxas na Europa e os discursos criados para institucionalizar a Inquisição e a perseguição aos saberes e práticas mágicas populares.
Leitura de apoio: Martelo das Feiticeiras (Malleus Maleficarum) — Heinrich Kraemer e Jacob Sprenger
16/Nov — AULA 2: O Divino Feminino e as Matriarcas Perdidas
Uma imersão na arqueologia e história das sociedades que cultuavam divindades femininas antes da consolidação das estruturas patriarcal e monoteísta.
Leitura de apoio: Quando Deus era Mulher — Merlin Stone
14/Dez — AULA 3: Corpo, mulheres e o capital
Como o controle sobre o corpo e a sexualidade feminina foi fundamental para a transição para o capitalismo e sua relação com a bruxaria e práticas ancestrais.
Leitura de apoio: Mulheres e a Caça às Bruxas
18/Jan — AULA 4: Inquisição e Imaginário Religioso no Brasil Colonial
O desembarque da mentalidade inquisitorial em solo brasileiro. Como a religiosidade popular, a feitiçaria e as crenças locais se fundiram e resistiram durante a colonização.
Leitura de apoio: O Diabo e a Terra de Santa Cruz — Laura de Mello e Souza
22/Fev — AULA 5: As Margens e aos Saberes Subversivos
A caça a grupos marginalizados e dissidentes, como curandeiros, ciganos, hereges e bruxas e a criminalização das praticas populares durante a formação histórica do Estado brasileiro.
Leitura de apoio: Vadios e ciganos, heréticos e feiticeiros: o degredo para o Brasil colonial, do historiador — Geraldo Pieroni
15/Mar (Mês da Mulher) — AULA 6: Crítica Decolonial e a Invenção do Gênero
Uma análise sobre como as divisões e marcadores de gênero foram impostos pelo colonialismo ocidental, revisando pensamentos hegemônicos sobre o tema.
Leitura de Apoio: A Invenção das Mulheres: Construindo um sentido africano para os discursos ocidentais de gênero — Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí
19/Abr — AULA 7: Autonomia e Pensamento Afro-Latino-Americano
O encerramento da nossa jornada. O estudo das opressões transformado em ferramentas de libertação, resgatando a força e a resistência das mulheres que forjaram a América Latina.
Leitura de Apoio: Por um Feminismo Afro-Latino-Americano — Lélia Gonzalez


